Onde moram todas as ideias
Existe uma camada da nossa estrutura energética que guarda todas as ideias do Universo. É o corpo mental superior, descrito como uma espécie de grande biblioteca cósmica: passado, presente, futuro, soluções para problemas, conhecimento abstrato, tudo o que existe e tudo o que ainda vai existir já está pronto ali, esperando para ser acessado.
Um exemplo recorrente ajuda a entender. Cientistas que buscam a cura de uma doença ou a resposta para um dilema às vezes vão dormir e acordam com a solução pronta na cabeça. O que aconteceu foi uma busca no mental superior durante o descanso. Para seres muito elevados, com conexão forte com essa camada, estudar na terceira dimensão quase deixa de ser necessário: diante de qualquer questão, eles se conectam e encontram ali toda a informação de que a consciência precisa para atuar no dia a dia.

Um canal que desce em camadas
Acessar esse conhecimento de forma consciente é raríssimo. A maioria das pessoas recebe essas informações como inspirações súbitas: está buscando uma solução e, de repente, ela chega pronta. Apenas seres iluminados, ou com contato muito especial com o mental superior, conseguem acessá-lo de modo deliberado, e eles são poucos no mundo.
Quando um mentor quer transmitir uma intuição, é no corpo mental superior que ele se conecta. De lá, a ideia desce em etapas: chega ao mental inferior, passa pelo ego, segue para o corpo astral, atravessa as emoções e só então alcança o plano físico. Essa comunicação é delicada. Se algum elo da corrente estiver desalinhado, a informação se perde no caminho. Um corpo físico com as taxas químicas alteradas, emoções agitadas ou um ego confuso pode interromper o fluxo antes de ele chegar aonde deveria.

Quando a conexão se perde
Vamos descrever um retrato possível de quem está desconectado do mental superior: a pessoa que só enxerga problemas e nunca soluções, que vive para o presente imediato, para comer e dormir no dia, sem projetar o futuro. Sem essa ligação com o banco de dados do Universo, faltam a criatividade e a visão de longo prazo que nascem dessa conexão. A boa notícia é que o equilíbrio pode ser reconstruído, e existe uma ordem recomendada para isso.

A ordem certa de tratamento
Quando usamos cristais para trabalhar os corpos dimensionais, a lógica é tratar de baixo para cima. Primeiro o corpo etérico, a camada energética; depois o corpo astral, com todas as emoções processadas, raiva, ódio e apegos incluídos; em seguida o mental inferior, com o ego compreendido como uma personagem criada pela mente para interagir no mundo, e não como a consciência em si; por fim, o mental superior, com a conexão restabelecida com o Todo. Tratar o nível de cima enquanto os de baixo seguem desequilibrados é inútil, como irrigar o topo de uma planta com as raízes secas.
Os Chakras aparecem como a interface desse trabalho, pois cada corpo dimensional tem um Chakra correspondente. Se alguém sente muita raiva, o corpo astral provavelmente está desequilibrado, e é o Chakra ligado a ele que deve ser tratado com cristais. Se há confusão mental e dificuldade para raciocinar, o desequilíbrio está no mental inferior, e a atuação se volta ao Chakra correspondente, reequilibrando o fluxo energético.

O sentido de toda essa jornada
Façamos uma provocação final nesse que merece destaque: o espírito não precisa de evolução, pois ele já é evoluído; quem está em processo é o planeta Terra. Acima da sétima dimensão seríamos plenos, completos, parte da família divina. A jornada pelos corpos, nessa visão, é uma jornada de alinhamento, para que todas as camadas trabalhem em harmonia, a informação flua, a criatividade chegue e cada um cumpra o papel que veio cumprir.
